Gostei.
Convivi com
Edgard Allan, o Poe.
O que estragou
foi Charles-Pierre, o Baudelaire,
com tradução de
canoa sem seiva de cannabis,
em espécie de
périplo paraguaio de Pedro Juan Caballero
com crianças
babacas a bordo,
traindo o amante
leminskiano de Rimbaud
que nunca se
iludiu quanto a aicai ser verso livre.
Gostei, gostei
mermo
quando
Charles-Pierre, o Baudelaire, quebrou
a perna do
albatroz, perfeito poeta em performance perfeita.
Só não gostei
porque sei que Charles, o Pierre, comeu uma negra
e Rimbaud foi
muito mal comido pelo amante leminskiano,
e assim a poesia
ganhou Oswald de Andrade
na Semana de
Arte Moderna
e Guilherme de
Almeida traduzindo algumas flores, digamos
do mal.
25/9/2015
(Hamilton Carvalho)
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