Já não tenho o
amor assim,
ao embalo das
palavras.
Quero um gole do
teu chá
da tarde,
enquanto me é cedo.
Só lembro porque
relembro
na cadeia dos
teus versos.
Então és antes
de tudo:
cada gole que te bebo,
cada lágrima que
sugo.
Mas não valho
nada, sei.
Nem o açúcar do
teu choro,
nem o ritmo do
que dizes.
O chá é tarde, e
talvez
só a chávena que
sujo.