Não é preciso
que eu fale grego
para entender
teu perfil oculto
entre os
cabelos, nem é preciso
que eu seja
completamente cego
para apenas
intuir teu vulto
(às vezes) algo perto
de mim.
Não me interessa
teu idioma,
nem o que fazes entre os escombros
de Troia, se
traduzo teus lábios.
É. Não me
importa porra nenhuma
se não me apoias
nos magros ombros
que suportam o
peso do mundo.
O reencontro é
inevitável, embora
meus passos não
batam com os teus.
Há sempre a
encruzilhada do tempo,
que não é a
mesma do chão de agora.
Visitarei todos
os museus,
a deixar a
mentira dos rastros.
Sim. Não me
encontrarás em teus braços.
Hamilton Carvalho
(30/9/2015)
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