Não é que eu
fique triste, ou me deprima.
É que às vezes
me curvo sobre mim,
e você, que
venero, está acima
do que não tem
começo nem tem fim.
Não é que eu me
exiba ou que faça esgrima.
É que às vezes
você não é um sim,
nem pode ser não,
nem mesmo uma rima,
algo que
justifique amor assim.
Mas não estou no
meio ou no dilema.
Estou posto no
âmago da vida,
que se resolve e
em si já é suprema.
É que vejo você
acontecida,
não como a chave
de ouro de um poema,
mas o peso de
noite maldormida.
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