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| [imagem Depositphotos] |
Teus pulsos pusilânimes
me suprem de sangue morno.
A grama seca, o funchal, o pântano,
qualquer canto
em que me escorra e seja plasma morto
bebido em mandacarus.
Nem teus olhos,
nem teu nariz.
Tudo é deserto
em luxúria única,
com urubus e bundas
ou o perfume
da boca que não engulo.
Tudo no seu tudo
deserto
e sem vez.
Te amo de te amar,
embora me morda vampiro de mim.
E me encontro e me masturbo
quando a estrada que sigo não me segue,
e persegue.
E é quando não quero
a não ser tu.
O teu sangue morno
que me arranca do que serei.
22/6/2023

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